Em Iraquara existe apenas um grupo composto de quatro pessoas que tem praticado essa modalidade desportiva visando lembrar seus antepassados que eram nômades, pois viviam em busca de água boa e terra boa para plantar e se alimentar e, na medida do possível praticavam o escambo com outros grupos trocando alimentos por outros produtos de consumo.

Ainda existe espaço para a prática do trekking na cidade das grutas venha que será bem recebido por esse grupo.

Breve história do trekking

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Trek significa migrar. Possivelmente uma herança da colonização inglesa no mundo, principalmente África e América do Norte, onde os trekkers viajavam meses em suas carruagens a boi, ou mesmo a pé, carregando todos os seus pertences de um lado para outro, muito parecido com os nômades do oriente.
Justamente por esta definição de migração, mudança, viajar, “carregar a casa” é que o termo trekking é empregado para esta atividade. Também há os termos backpacking e hiking, comumente utilizados na América.
Como é uma atividade inerente ao homem não há um marco histórico do início desta atividade, mas com as conquistas de montanhas ao redor do mundo a prática do trekking já poderia ser sinônimo de aventura.

Definição

trekking-é-uma atividade-física-aeróbicaO trekking é uma atividade física aeróbica, com marcada presença no conjunto muscular das pernas e quadril. Na tradução para o português a palavra trekking nos remete a caminhar, trilhar, andar. A mais remota e conhecida forma de deslocamento desde que o homem ascendeu à qualidade de bípede.
A caminhada em si não faz sentido a não ser que esteja acompanhada de alguma motivação, seja ela física ou psíquica. Podemos ir mais longe e dizer que o ato de caminhar também pode transcender estas questões e ser uma forma de relaxamento, prazer, convívio com a natureza ou consigo mesmo.
Sendo uma atividade que pode ser praticada por qualquer pessoa em qualquer idade (ressalvo feito àqueles que estão há muito tempo sedentários), o trekking é muito acessível do ponto de vista financeiro e muito seguro a nível físico.
Em qualquer lugar pode se praticar o trekking. Há belíssimos locais para a prática no Brasil, de norte a sul e de leste a oeste, é uma atividade sem fronteiras (ou quase, pois a expansão urbana e as cercas são limitadores perigosos) que poderá ser praticada em qualquer época do ano sem a utilização de muitos acessórios.

Níveis de dificuldade do trekking

dificuldade-do-trekkingA caminhada em si não faz sentido a não ser que esteja acompanhada de alguma motivação, seja ela física ou psíquica. Podemos ir mais longe e dizer que o ato de caminhar pôr si também pode transcender estas questões e ser uma forma de relaxamento, prazer, convívio com a natureza ou consigo mesmo.
Sendo uma atividade que pode ser praticada pôr qualquer pessoa em qualquer idade (ressalvo feito àqueles que estão há muito tempo sedentários), o trekking é muito acessível financeiramente e muito seguro do ponto de vista físico. Podemos dividir a forma de realizarmos o trekking em 3 estágios que são os seguintes:

estágio 1

trekking-estágio-1

  1. Nunca siga outra equipe. Siga sempre os seus instintos. Navegue sempre seguindo a planilha.
  2. Mesmo que você goste de buracos, nunca ponha a mão neles. Eles podem ser moradas de animais.
  3. A mochile que os integrantes levam não é mero acessório de beleza. Tenha sempre alimentação (barra de cereais, biscoitos, etc.) e bebidas (água, isotônico, etc.).
  4. Tenha de preferência uma calça de tactel, que é um tecido leve e que seca rápido. Um boné também ajuda a proteger a cabeça dos raios solares.
  5. Passe sempre protetor solar para evitar queimaduras da pós aventura.
  6. Um item importantíssimo para um bom trekker é o calçado. Nunca utilize uma bota ou um tênis novo na caminhada, se necessário use-os antes de caminhar. Uma bolha no pé pode retardar sua caminhada ou mesmo inviabilizá-la. Se tiver use calçados apropriados para este fim, ou senão os tombos e escorregões durante o percurso serão inevitáveis.
  7. Chegue cedo, no mínimo uma hora e meia antes de sua largada. Não se esqueça que você tem muitos cálculos a fazer.
  8. Se sua caminhada é noturna leve equipamentos para sua segurança como lanternas, pilhas sobressalentes (para a lanternas), roupas adequadas para o frio e sinalizadores.
  9. Como nunca sabemos o que nos espera a cada nova etapa, leve sempre plásticos vedáveis para proteger as planilhas de um eventual desmanche por umidade. E não se esqueça de proteger também a calculadora.
  10. No grupo as pessoas caminham com velocidades diferentes, portanto leve cordas para amarrar as pernas daqueles integrantes que gostam de andar a 85 m/min quando a velocidade é 30m/min (nunca se sabe aonde tem um PC).

 

estagio 2 dicas para os iniciantes

trekking-para-os-iniciantes

  1. É necessário formar uma equipe com componentes atuantes e envolvidos. A presença em todas as provas é fundamental. A regularidade de participação dos integrantes da equipe têm influência direta na regularidade da navegação.2. Os interesses comuns colaboram para que uma equipe atinja seus objetivos. Se todos da equipe estão motivados a fazer uma boa prova, certamente farão.3. É preciso que a equipe faça seu planejamento anual de participação nas provas de forma a conciliar com a vida familiar e profissional de cada integrante.4. Faça um orçamento para prever os gastos mensais. Some taxa de inscrição na prova, transporte, alimentação e equipamentos para navegação.

    5. Tenha paciência. Não espere conseguir bons resultados nas primeiras participações. Faça um trabalho voltado a encontrar a função mais adequada para cada integrante. No início, cada um pode ser voluntário para as funções de execução dos cálculos, navegação, controle do tempo e medida da distância. Com o tempo, cada um descobrirá seu caminho dentro da equipe.

    6. Tenha sempre a atitude de um atleta. Alimente-se de forma saudável e procure manter a forma física. O Enduro de Aventura parece não exigir fisicamente, mas trabalha alguns músculos que não costumamos usar no dia a dia. Para tomar decisões corretas e raciocinar rápida e eficientemente é importante estar bem fisicamente. Estatisticamente, os principais erros das equipes são cometidos na segunda metade das provas.

    7. Características essenciais para o atleta responsável pela medida das distâncias:
    a) alto poder de concentração (qualquer descuido pode perder a contagem);
    b) calma e tranqüilidade (a pressão virá de toda a equipe durante todo o percurso);
    c) bom senso (é necessário saber avaliar as mudanças nos tamanhos dos passos a cada instante).

    8. Pelo menos em uma oportunidade, é necessário fazer uma medida do tamanho do passo do atleta responsável, em diferentes tipos de terrenos. Leve em consideração que o tamanho se altera devido a diversos fatores:
    a) velocidade (verifique o tamanho para velocidades que variem de 20 metros/minuto a 80 metros/minuto);
    b) inclinação do terreno (verifique que o tamanho do passo na descida é bem diferente do tamanho do passo na subida);
    c) tipo de solo (terra, grama, pedra, brejo, etc.);
    d) nível de stress e cansaço (muito difícil de controlar).

    9. Características essenciais para o elemento responsável pelo cálculo dos tempos ideais:
    a) familiaridade com programas (é importante elaborar um programa ágil que forneça os dados de tempos ideais no menor tempo possível);
    b) rapidez nos cálculos dos tempos parciais (no máximo dez segundos para obter o tempo ideal de uma distância parcial);
    c) perfeccionismo e atenção (qualquer erro, por menor que seja, pode comprometer toda a prova e todo o trabalho da equipe não servirá para nada).

    10. Características essenciais para o elemento responsável pela navegação:
    a) familiaridade com trilhas em diferentes terrenos (quem já está acostumado cansa menos e entende melhor as referências);
    b) conhecimento da planilha, símbolos e referências (a experiência ajuda na interpretação da planilha);
    c) noções básicas de orientação (evita ficar perdido muito tempo).

    11. Conhecimentos importantes necessários a todos os integrantes:
    a) regulamento da competição (use-o a seu favor);
    b) noções de primeiros socorros (sempre existe riscos e é bom estar preparado);
    c) a tranqüilidade é fundamental (as equipes que lidam melhor com as situações difíceis perdem menos tempo);

    12. Equipamentos necessários para uma boa prova:
    a) 2 calculadoras programáveis e 2 calculadoras simples para distâncias – tenha sempre uma de reserva para cada função;
    b) cantil individual com capacidade de no mínimo 1 litro (evita perder a concentração emprestando ou pedindo emprestado);
    c) relógios digitais individuais (é importante que todos saibam exatamente a hora que devem chegar em cada referência);
    d) bússolas, de preferência a Silva ou as que se fixam como relógios (tenha mais de uma e faça sempre mais de uma leitura quando necessário – um erro de meio grau pode ser fatal – aprenda a usar a bússola de forma adequada e obtenha maior precisão);
    e) há quem prefere usar tênis confortáveis, mas eles certamente não são adequados na lama, dentro de rios, sobre pedras e sobre chão liso. Recomendamos usar botas de caminhada que garantem a segurança dos tornozelos em diversos terrenos;
    f) bonés ou chapéus (protege tanto do Sol como da chuva facilitando a leitura das planilhas);
    g) pilhas sobressalentes para as calculadoras (nunca se sabe quando elas acabam);
    h) plásticos próprios para proteção das planilhas e outros equipamentos;
    i) pochete (para carregar todo o equipamento acima, mais canetas, alimentos energéticos, lanterna pequena, primeiros socorros).

    Observação:Cada equipe desenvolve o seu estilo de atuar, seja nos cálculos, na navegação, na distribuição das funções, na medida das distâncias, etc. Você também pode desenvolver seu estilo próprio, com a vantagem de utilizar as idéias já existentes e desenvolvidas por outras equipes.

 

estagio 3 como navegar

navegar-corretamente-num-trekking

Para se navegar corretamente num trekking de regularidade é preciso ter os seguintes equipamentos: bússola, calculadoras Simples, cronômetro (Relógio).

Cálculos

É importante que você e sua equipe saibam calcular corretamente os tempos e metragens da prova.
Mas por quê calcular tempos e metragens? É importante ressaltar que esta não é uma prova de velocidade – onde quem fizer o percurso em menor tempo é o vencedor – mas sim uma prova de regularidade, onde a vencedora será a equipe que fizer o percurso nos tempos adequados.
Você já deve ter percebido, então, a importância dos cálculos corretos.

Veja um exemplo:

Vamos supor que a largada de sua Equipe seja às 10:30 h.

A primeira referência não tem metragem (é a sua posição de largada). É a posição onde você terá de estar às 10:30:00 horas.
Logo na segunda referência você já identifica duas novas informações: o número superior é a metragem da referência e o inferior é a metragem acumulada naquele trecho. A Vm (é assim que vamos chamar a Velocidade Média a partir de agora) muda de valor conforme o trecho.
No primeiro trecho você terá de desenvolver a Vm de 80 m/min (80 metros por minuto). Ou seja, cada uma das 3 referências deste trecho deverá ser percorrida com a Vm de 80 m/min. Você terá de calcular o horário exato de passagem em cada referência, para poder manter a regularidade da prova.

Referência 2
Vm: 80 m/min
Metragem a percorrer: 76 metros
Passo 1: Divida a Metragem pela Vm
76/80 = 0,95
Passo 2: Multiplique o resultado por 60 (para obter os segundos)
0,95 x 60 = 57 segundos
Passo 3: Some ao horário de largada
10:30:00 + 57” = 10:30:57
Ou seja: Você terá de chegar na referência 2 às 10 horas, 30 minutos e 57 segundos.

Referência 3
Vm: 80 m/min
Metragem a percorrer: 50 metros
1) 50/80 = 0,625 x 60 = 37,5 s (arredonde para cima, já que se perde menos pontos chegando atrasado)
2) 10:30:57 + 38” = 10:31:35

Referência 4
Vm: 80 m/min
Metragem a percorrer: 243 metros
1) 243/80 = 3,0375 – perceba que neste caso existem números antes e depois da vírgula. O número antes da vírgula você deve guardar para depois (é o valor em minutos da referência).
2) Multiplique os valores após a vírgula por 60: 0,0375 x 60 = 2 segundos
Acrescente o minuto reservado acima: 3 min e 02 seg
3) Some com o horário da Referência 2: 10:31:35 + 0:03’02” = 10:34:37

E assim por diante. É importante não esquecer que o número 60 utilizado nas multiplicações é invariável. No caso de números maiores ou iguais a 1 antes da vírgula, esse número é o valor em minutos. O que houver depois da vírgula deve ser multiplicado por 60 e acrescentado ao número antes da vírgula, Não se esqueça de somar com o horário calculado na referência anterior. Sugerimos que os cálculos sejam realizados antes do início da prova. Não se esqueça de ajustar seu relógio com o relógio oficial da prova.

Só para lembrar:
Horário = M/Vm x 60 + Horário anterior

Contagem de passos

cálculos-dos-horários-no-trekking
Durante os cálculos dos horários das provas, você deve ter percebido que todas as referências possuem metragens. A mudança de referência nas metragens exatas é fundamental para o bom desenvolvimento da prova, principalmente em lugares onde os referenciais são esparsos ou confusos.
Imagine que você está fazendo uma prova impecável e na metade você erra as metragens e entra no lugar errado. Até você voltar e localizar o lugar correto vai se passar um tempão, e você ainda poderá perder minutos preciosos em um PC que com certeza vai estar próximo do lugar que você errou (é a Lei de Murphy).
Agora, como você vai fazer para acertar as medidas, se é proibido o uso de trenas, réguas e similares durante a prova? Contando passos.
É importante que um ou dois integrantes estejam preparados para contar passos. A contagem de passos é simples, mas exige concentração e técnicas que só serão aprendidas com o tempo e a prática.

Existem dois métodos principais para o cálculo dos passos:


Método 1 (o mais simples)

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Meça quantos metros o contador consegue dar em 10 passos (vale ressaltar que o passo dado em trekking equivale a dois passos normais de uma pessoa). Por exemplo, uma pessoa consegue andar 17 metros em 10 passos. Para efeito de cálculos, divida quantos metros deu por 10 passos. No nosso caso: 17 / 10 = 1,7 metros por PASSO DE TREKKING (dois passos de uma pessoa). Portanto aplicando na planilha temos:
Referência 2: 76 /1,7 = 44,7 = 45 passos
Referência 3: 50/1,7 = 29,4 = 29 passos
Referência 4: 243/1,7 = 142,9 = 143 passos

 

Método 2

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Um ou mais integrantes devem adequar seus passos a 1 metro (este método é complicado e exige treino apurado). Assim, um trecho de 45 metros será completado com 45 passos.

Os passos variam muito durante um percurso. Tente se acostumar com as alterações dos passos em subidas, rios, praias, etc.
O rodízio de contadores cansa menos, mas em compensação quando um só faz a contagem é mais confiável e possível de corrigir os erros com o passar do tempo.

Veja detalhes sobre essa prática num artigo extraído do site: www.endurodeaventura.com.br

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