Sem entender a importância do vale/lagoa de Vila de Iraporanga estão abandonando-o a própria sorte, além de alguns predadores da natureza contribuir com a destruição desta biota berço natural de diversas espécies de plantas raras: labirinto (espécie encontrada apenas nesta localidade e numa cidade no interior paulista), taboa (que serve para confecção de artesanatos/esteiras, etc.), melissa (planta medicinal), tiririca (que produz sementes nutritivas para diversas espécies de pássaros a exemplo do curió), junco (planta silvestre).

ABRIGO PARA AVES MIGRATÓRIAS:

Garças, Jaburus, Pombas Cariris, pombas-de-arribação, pombas verdadeiras, paturis, beija-flor, lavandeiras, sanhaçu cabeça de velha, Maria preta, marreca, maçarico, frangos-d’água (diversas espécies), etc.

ABRIGO PARA DIVERSOS TIPOS DE RÉPTEIS:
Cobras malha-de-sapo, jiboia, cobra preta (predadora de outras espécies), teiú, etc.

ABRIGO PARA DIVERSOS TIPOS DE PEIXES:

Jundiá, corró, traíra, etc.

ABRIGO PARA DIVERSOS TIPOS DE ANFÍBIOS:
Sapo Cururu (rodete), rã/gia, caçote, perereca, etc.

Algumas espécies específicas como o caxinguelê (esquilo brasileiro), cachorrinho do mato e caminheiro zumbidor (já extinto nesta localidade) como boa parte das espécies supracitadas nesta matéria.

A história mundial nos revela a conseqüência gerada pela inobservância/relaxo com a biodiversidade  através de uma atitude a primeira vista como nobre, proveitosa, na década de 1950 pelo governo de Israel que drenou o Vale de Hula que abrigava aves migratórias ao longo da fronteira Sírio-Africana do Vale do Rift, entre a África, a Europa e a Ásia. Embora inicialmente percebida como uma grande conquista nacional de Israel, com o tempo tornou-se evidente que as vantagens de transformar o “deserto” do lago Hula e os seus pântanos foram limitados. Nos últimos anos, após quase 50 anos de uma luta sem êxito para utilizar os recursos do vale, o governo israelense finalmente reconheceu que o desenvolvimento bem sucedido pode suportar somente se um compromisso equilibrado entre a natureza e o desenvolvimento seja alcançado. Assim, a região uma pequena parte do antigo lago e pântano recentemente foi inundado na tentativa de evitar a deterioração dos solos e para vivificar o ecossistema quase extinto. Infelizmente temos a impressão que vai acontecer o mesmo com o VALE/LAGOA de Vila de Iraporanga, pois na sexta-feira 16, quando nossa equipe de reportagem esteve no local com alguns componentes da brigada de incêndio Anjos da Chapada no comando de Antonio César de Oliveira Maciel e os brigadistas Adan Cruz da Luz, Abner Kisser Ferreira, Ivaneide Pereira da Silva e Brenda Santos Souza que estiveram no local tentando debelar o fogo e implantar medidas protetivas para assegurar a preservação daquele ecossistema, nos deparamos com pessoas à mando de alguém – cortando árvores importantes como Aroeira-vermelha (que produz a pimenta rosa/pimenta do reino) e outras vegetações, para fazer coivara na intenção de plantar roça numa prova inequívoca da prática de crime ambiental.

Esta matéria pedagógica pretende contribuir para a sensibilização das pessoas que inocentemente à mando de alguém têm cometido esse crime contra a natureza; quanto aos mandantes, e, principalmente às autoridades competentes, para que não apenas se pronunciem a respeito, mas venham coibir definitivamente essa pratica criminosa. Para a produção dessa reportagem contamos com trabalho de pesquisa, depoimentos do senhor Helinoel Nicolau de Souza, Ana Verena Souza Viana e alguns moradores conhecedores e acompanhadores daquela localidade.

QUE PROVIDÊNCIAS SEJAM TOMADAS.

 

 

 

 

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