Para o serviço Geológico brasileiro, gruta ou lapa é o termo usado para referir-se a uma caverna com mais de 20 metros de comprimento horizontal e que geralmente tem mais de uma entrada.

Para quem vem à Chapada Diamantina, gruta é sinônimo de Iraquara. Embora a tradução literal do nome originário do tupi-guarani seja “toca da abelha”, o mais apropriado para designar a localidade seja mesmo o slogan “Cidade das Grutas”.

Iraquara não é a única, mas seguramente reúne a mais variada gama de formações de grutas em condições de visitação pública concentradas em uma única cidade.

Secos e Molhados 

foto-area-da-pratinhaA maior atração turística da Chapada, a Pratinha, por exemplo, é, no frigir dos ovos, uma belíssima gruta por onde desemboca um rio subterrâneo de águas cristalinas onde o banho é permitido. Na Gruta Azul, que integra o mesmo complexo de visitação da Pratinha, a água é um espetáculo só permitido de ser tocado pelos cliques e flashes das máquinas fotográficas.

 

Na Lapa Doce

lapa doce iraquaraOs locais com água não são acessíveis à visitação, mas nem por isso sua presença deixa de ser sentida pelo frescor agradável da temperatura deixada no interior de seus amplos salões. Aliás, o significado de Lapa Doce é nada mais nada menos que uma referência à presença de água no local, usada antigamente para consumo humano, mas cuja extração foi proibida pela União desde o início dos anos noventa (1990), quando o espaço passou a ser explorado turisticamente.

Olhando de perto

gruta da fumaça iraquaraE onde houver gruta em Iraquara, não faltarão atrativos, ainda que não haja água por perto. A Fumaça, por exemplo, não tem água, mas a origem do nome vincula-se ao efeito causado pela evaporação da água das chuvas em frente à entrada principal. Um efeito que mesmo não podendo ser apreciado no período de seca está longe de tirar o encanto da Fumaça. Dado o teto baixo da gruta, é possível apreciar as formações calcárias de uma distância muito curta, embora a regra de não tocar nas estruturas para não interferir no seu crescimento seja a mesma válida em todas as outras grutas.

 

Na Torrinha

foto da torrinha iraquaraA que tem o maior espaço de visitação, com dois quilômetros, o teto é tão baixo em alguns pontos que é necessário andar abaixado. Um sacrifício irrisório para a compensação de poder contemplar formações raríssimas, como as flores de aragonita, os vulcões e as agulhas de gipsita.

Viajar é preciso

gruta Manoel IoiôNa gruta Manoel Ioiô, o diferencial é a presença de fosseis de animais pré-históricos em um espaço conhecido como o buraco dos Veados. Ali também é possível curtir formações muito peculiares que recebem nomes ainda mais peculiares, que vão desde a sagrada Capelinha de Nossa Senhora à profana Vagina Gigante.

 

Já a Lapa do Sol

 

pintura rupestre iraquaraFica no mesmo espaço da Lapa Doce, é um grande mosaico de pinturas rupestres deixados nas paredes de uma cavidade aberta sob uma colossal estrutura de pedra.
“Viajar” nas formas produzidas por estalactites, estalagmites, electites, aprender um pouco deste universo esculpido pela natureza há milhões de anos atrás – ou mesmo impressos por nossos ancestrais -, tornam as grutas imensas salas de aulas lúdicas. Nesse espaço, o condutor (guia de turismo) responsável por garantir a segurança dos grupos através dos salões, alterna os papéis de professor, animador e até mesmo gurú nos momentos especiais em que o visitante é convidado a apagar as lanternas para experimentar, ainda que por alguns poucos segundos, o mistério do silêncio e a visão da escuridão.

Seca ou molhada; pequena média ou grande; com muita, pouca ou nenhuma aventura, Iraquara tem sempre uma gruta que cabe no seu gosto, estado de espírito ou bolso. Mas se até aqui você ainda acha impossível gostar de gruta, acredite: é porque você precisa conhecer Iraquara.

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